Participante do MasterChef Jr. edição Brasil, Valentina Schulz, é vítima de assédio em redes sociais

Muitas pessoas, hipócritas por mérito próprio, acreditam que se uma pessoa anda com algum estilo, considerado por aquela vulgar, ela está insinuando e, até mesmo pedindo, para ser estuprada. Uma terrível passagem, que é constrangedora apenas por ser citada, mas que ainda existe em pleno século XXI. Não há adjetivos para estes que defendem essa tese já que se fossem comparadas a outras espécies ou objetos, por exemplo, seria uma ofensa aos mesmos.

A cultura do estupro está presente em diversas situações, e nos mais variados tipos de sociedade. Para aqueles que ainda possuem um certo discernimento, já é grotesco alguém que tenha este tipo de pensamento, e jamais optaram por reconhecer que isto é algo completamente irracional. Mas pior que isso, é o fato de que estas pessoas expõem algumas destas ideias em rede social, difamando Valentina, de 12 anos, participante da primeira edição do MasterChef júnior, no Brasil.

Com relação a teoria daqueles hipócritas, será que ela ainda continua válida nesta ocasião? Será mesmo que uma menina de 12 anos está seduzindo alguém em um programa culinário, sendo que o objetivo por lá é apenas ser o melhor cozinheiro? Alguns acreditam que estes comentários são feitos apenas para descontrair, e até mesmo elogiar, de uma forma um tanto quanto excêntrica, a jovem cozinheira. Pensando por este lado,  talvez seja mesmo um elogio, assim como o “elogio” que é feito por aqueles estupradores que tentam aproximar de suas vítimas de uma forma um pouco mais delicada.

O fato é que, felizmente, ainda existem pessoas preocupadas com o futuro da nação e até mesmo do mundo como um todo. Pessoas como Juliana de Faria, fundadora de um coletivo feminista, e criadora da #PrimeiroAssedio, onde ela incentivou as pessoas de uma determinada rede social a contar os casos de abuso que elas sofreram ao longo da vida; e o resultado foi surpreendente, em menos de uma hora a hashtag já havia sido utilizada por mais de duas mil pessoas. A autora da tag contou em uma entrevista que quando era criança também havia sofrido com este problema, e que se surpreendeu com alguns casos contados por aqueles que usufruíram da sua criação e pela espontaneidade destes.

E para aqueles mau educados e informados, fica a dica com relação à jovem: É proibido por lei qualquer ato sexual com uma criança, mesmo com o consentimento da mesma, isso é considerado estupro. A hashtag citada foi criada com o intuito de conscientizar a sociedade do quão dolorido é a vida de quem já sofreu este tipo de ato, e espera-se que ela tenha um resultado impactante na sociedade. Vale lembrar que, não só as crianças e mulheres, mas todas as pessoas devem ter seus direitos preservados e respeitados, não existe ninguém que queira estes direitos sendo violados, mas as vezes é necessário que isso ocorra, como nos casos das pessoas que fizeram tais comentários com relação à jovem, e agora podem ter seu direito à liberdade não mais garantido até segunda ordem, no caso, judicial.

Alguns comentários que refletem a hipocrisia
Alguns comentários que refletem a hipocrisia
Comentários absurdos que, para alguns, nem parece ser de humanos
Comentários absurdos que, para alguns, nem parece ser de humanos

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